
O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Distrito Federal (Senai-DF) vai abrir neste ano quatro turmas gratuitas da capacitação Boas Práticas para Sistema de Ar Condicionado. Para se inscrever, é preciso ter conhecimento na área e experiência de no mínimo três anos no setor de refrigeração e ar condicionado, atestada por meio de declaração escrita à mão.
A capacitação é de 32 horas-aulas e cada turma atenderá, no máximo, 16 alunos. A primeira será de 27 de agosto a 5 de setembro. As aulas ocorrerão no Senai Taguatinga, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h. As matrículas para a primeira turma podem ser feitas enquanto houver vagas, na Central de Atendimento do Senai Taguatinga, das 8h às 21h30.
Capacitação em Boas Práticas para Sistema de Ar Condicionado (Senai Taguatinga)
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Data da turma |
Horário das aulas |
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De 27/8/18 a 5/9/18 |
Das 8h às 12h |
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De 25/9/18 a 4/10/18 |
Das 14h às 18h |
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De 29/10/18 a 8/11/18 |
Das 14h às 18h |
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De 26/11/18 a 6/12/18 |
Das 8h às 12h |
Boas práticas de refrigeração trazem benefícios ao meio ambiente e qualidade aos serviços de instalação e de manutenção, proporcionando aos sistemas maior vida útil e maior eficiência energética.
O curso, inédito em Brasília, vai dar a profissionais que já têm conhecimento no setor a chance de se aprimorar para que adotem boas práticas nos serviços relacionados à refrigeração, fornecendo conhecimento essencial para a contenção de vazamentos de fluidos frigoríficos. São atividades de manutenção preventiva, detecção de vazamentos, registro de dados técnicos e operação adequada, além do recolhimento, da reciclagem e do manuseio correto dos fluidos frigoríficos. Ao fim do curso, o profissional fará uma avaliação. Será preciso acertar no mínimo 70% das questões para receber o certificado.
Profissionais devidamente capacitados podem contribuir para uma redução significativa da emissão de gás na atmosfera. Segundo informações do Ministério do Meio Ambiente, o lançamento do gás refrigerante clorodifluorometano (HCFC22) pode ser evitado com a adoção de boas práticas durante a instalação, a operação, a manutenção e o reparo de equipamentos de refrigeração e ar condicionado.
“O Senai-DF não tinha a capacitação em boas práticas ambientais no portfólio de Refrigeração. Esse curso, portanto, vem cobrir uma lacuna e permitir o aperfeiçoamento de profissionais que já atuam na área”, afirma a diretora do Senai Taguatinga, Janaína D’Almeida. O novo curso será ministrado em parceria com a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), agência alemã responsável por uma cooperação técnica entre o Brasil e aquele país para criar bases de educação profissional e para capacitar especialistas em energia fotovoltaica. A agência de cooperação internacional preparou no começo do ano professores do Senai-DF para ensinar as boas práticas (leia mais abaixo). O Senai-DF tem no portfólio nove cursos na área de Refrigeração, nas escolas do Gama e de Taguatinga.
Além da turma que se inicia este mês, serão realizadas outras mensalmente, em setembro, outubro e novembro. São boas oportunidades para profissionais da área se atualizarem. “Durante o curso, eles vão fazer o mesmo procedimento que fazem no dia a dia, mas com equipamentos mais modernos e operações que protegem o meio ambiente. Vão saber recolher o fluido refrigerante, aprender a não deixar o equipamento com vazamento e como detectar a vazão, entre outros pontos”, explica o expert em Refrigeração e professor do Senai-DF Joaquim Venâncio.
Treinamento
O Senai-DF foi selecionado entre instituições de todo o País para ter seus profissionais treinados em boas práticas em sistemas de ar condicionado. A capacitação fez parte da segunda etapa do Programa Brasileiro de Eliminação dos Hidroclorofluorcarbonos (HCFCs), do Ministério do Meio Ambiente. Os objetivos são a contenção de vazamentos e a redução do consumo de HCFC-22 no setor de serviços.
A unidade de Taguatinga recebeu o Treinamento dos Treinadores, realizado pela GIZ, em janeiro, que preparou cinco professores do Senai-DF para ministrar esse curso. Entre eles estava Joaquim Venâncio, que tem 32 anos de experiência na área. “Muitas vezes, o profissional que está no mercado não tem consciência do mal que o gás pode fazer à camada de ozônio. Mudar essa atitude vai gerar certo custo, porque é preciso ter um equipamento diferenciado, mas é um investimento que vale a pena”, pondera.


