Trabalho para todos

Às vésperas do 1º de maio, as estatísticas divulgadas pelos institutos de pesquisa revelam algumas desigualdades no mercado de trabalho brasileiro. A mais recente até então conhecida do público foi a do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que apontou em março de 2008 uma taxa de desocupação de 8,6%, resultado estável em comparação com o mês anterior e com movimento de queda em relação ao mesmo período do ano passado.

Com outro viés, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) revelou o ranking das cem cidades com maior índice de formalização de emprego no mês de março. Os números demonstram que Brasília criou 5.501 empregos formais, merecendo a quarta posição nessa lista, perdendo apenas para São Paulo (25.951), Rio de Janeiro (11.462) e Belo Horizonte (6.914). O mesmo levantamento diz tratar-se do melhor desempenho dos últimos dois anos. Em 2006, Brasília ocupou a sétima posição e, no ano passado, ficou em 12º lugar.

Esse dado deve ser motivo de comemoração por parte do GDF e do setor produtivo da capital federal. A construção civil, por exemplo, trouxe para a formalidade 1.051 trabalhadores. Mas a liderança nesse ranking local ficou para o setor de serviços com 3.485 postos. Já o comércio empregou 477 pessoas. Os números servem de balizadores do crescimento da economia do DF. Mostram o poderio do segmento privado e a mudança do cenário de que em Brasília o bom emprego vem dos concursos públicos.

Enquanto isso, a última Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) no DF feita pelo DIEESE, referente ao mês de fevereiro deste ano, registrou um ligeiro avanço do desemprego em Brasília. O documento apontou 232 mil cidadãos desocupados, uma taxa de 17,6% sobre uma população economicamente ativa de 1,321 milhão de pessoas. Porém, como sou otimista, apenas na leitura linear de todos os resultados, é possível concluir que teremos avanços significativos nos próximos meses. Talvez, a próxima PED já contabilize aquilo que ficou demonstrado pelo MTE.

Agora, colocando de lado as estatísticas, elenco uma série de ações que a iniciativa privada, em especial a Federação das Indústrias do DF (Fibra) vem fazendo para diminuir essa situação de desemprego. O movimento mais importante veio do governo local ao entender que cabe à iniciativa privada gerar emprego e renda e, ao poder público, assegurar as condições necessárias para esse intento.

Diante disso, a federação produziu o Plano Estratégico de Desenvolvimento Industrial  (PDI-DF) com três macros objetivos: expansão e diversificação da base industrial; promoção da competitividade e fortalecimento dessa base; e, redução ou eliminação de fatores restritivos ao desenvolvimento do parque industrial. Em 1º de maio de 2007, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, juntamente com a cerimônia que marcou a assinatura de 7,5 mil novas carteiras de trabalho, colocamos o DF Industrial, um desdobramento do plano estratégico da indústria brasiliense.

Num movimento seqüente, a FIBRA assumiu a coordenação de um dos mais importantes empreendimentos da capital federal: o Parque Tecnológico Capital Digital (PTCD). Documento produzido pelo Grupo de Gestão entregue ao governador José Roberto Arruda e ao vice-governador Paulo Octávio confirma a ação do setor privado para ampliar a oferta de emprego. O parque tecnológico será responsável pela geração de 80 mil postos de trabalho, sendo 20 mil diretos e 60 mil indiretos.

Para que a população conhecesse em detalhes do parque tecnológico, montamos no canteiro central da Esplanada dos Ministérios, na altura do Museu da República, a exposição ‘Pirâmide Digital’. Lá, o cidadão terá um leque de informações de mais um projeto com o objetivo de impulsionar a economia brasiliense. É mais um passo rumo à redução das desigualdades que ainda permeiam a nossa sociedade. Trata-se de oferecer emprego e renda a uma quantidade maior de pessoas.

Antonio Rocha, presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra)


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