O Distrito Federal, prestes a completar cinco décadas de fundação, vem se firmando como pólo de atração de investimentos nos mais diversos setores da economia local. A comprovação disso está no fato de que, com freqüência, tomamos conhecimento do direcionamento em projetos empresariais que levarão ao desenvolvimento econômico e social de forma sustentável. A capital federal tem se tornado um atrativo para o capital privado.
Ainda temos na memória, por exemplo, a migração das empresas de call centers para um Estado aqui na região Centro-Oeste. E por qual motivo houve esta decisão? Por carência de uma política que pudesse mantê-las no Distrito Federal. Quando percebemos, a mudança já havia ocorrido.
Porém, vivemos outros tempos. Na necessidade de criarmos um ambiente propício por meio de uma participação mais ampla que envolva também o Poder Legislativo. É importante construirmos um arcabouço legal que assegure a prosperidade do Distrito Federal.
A indústria do DF deseja ter uma participação mais próxima das decisões. E, dentro deste ambiente, seria estabelecer com a Câmara Legislativa a parceria já iniciada com o GDF. Então, a junção destas entidades tão representativas será capaz de produzir ações que conduzam o Distrito Federal a uma posição de destaque dentre os demais entes federativos.
É exatamente neste momento que quero expressar o desejo de um trabalho em conjunto com o Legislativo. Os deputados distritais, ungidos ao poder por meio da vontade popular, consistem-se também em importantes parceiros para que possamos completar os três pilares desta evolução econômica.
Um exemplo bastante recente foi o lançamento do Brasília Capital Empreendedora. Com a participação expressiva dos empresários, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, o GDF apresentou duas proposições: o Refaz 3 e o agrupamento das taxas.
De imediato, tais propostas encontraram abrigo na Câmara Legislativa do Distrito Federal e, deste modo, com os devidos e pertinentes aperfeiçoamentos propostos pelos parlamentares, o Refaz 3 virou lei e, as mudanças no código estão para serem implantadas, após aprovação na Câmara Legislativa.
É prova inconteste desta ação em prol do desenvolvimento da economia que permitirá, entre outras questões, reduzir a taxa de desemprego na capital brasileira. Aliás, este é nosso principal objetivo: desenvolver o setor produtivo do Distrito Federal para gerar emprego e melhorar a renda de nossa gente.
Outro exemplo, nem tão recente assim, pois, a lei é de 1994, permitiu a desoneração de software – produto do segmento de Tecnologia da Informação (TI). Foi a partir desta lei que a indústria de TI começou o processo de expansão, de crescimento. Na esteira desta lei surgiram empresas com projeções nacionais e internacionais. Atualmente este setor tem mais de 800 empresas e emprega mais 26 mil trabalhadores.
A partir deste incremento do setor de TI se buscou empreender o Parque Tecnológico Capital Digital (PTCD). Com ele daremos novo salto na geração de emprego, pois projetamos a geração de mais 20 mil empregos diretos e mais sessenta mil indiretos.
Às vezes, quando estabelecemos mecanismos que venham a onerar as empresas do setor produtivo local, podemos estar produzindo mecanismos prejudiciais à concorrência. Criam-se tantos entraves e obrigações que, apesar do melhor dos propósitos, se transformam em obstáculos ao setor produtivo. Isso porque um mesmo produto concorrente da indústria brasiliense pode entrar em nosso território por meio de empresas que não tenham tantos encargos nos locais de origem.
Não defendemos benesses para este ou aquele setor, mas, chamamos a todos para que, imbuídos no propósito de alavancar a economia local, é importante a união de todos os segmentos – empresariais, políticos, governamentais -, para que possamos deixar na história um legado que será reconhecido por toda a sociedade. Isso depende do esforço de todos nós.
Antônio Rocha, presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra)
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