A indústria brasileira vem procurando nos últimos tempos estabelecer um canal de diálogo mais freqüente com o Parlamento. Palco de decisões importantes, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal têm, juntos, projetos importantes do interesse do setor produtivo nacional. Lá repousam, por exemplo, as propostas de emendas constitucionais que tratam das reformas tributária, trabalhista e previdenciária. Há também um conjunto de propostas que dizem respeito ao cotidiano das empresas.
Os temas vão entrando na pauta do Legislativo de acordo com o ritmo do trâmite das matérias ou seguindo os interesses de grupos que possuem maior poder de influência. Um dos exemplos é a Contribuição Social para a Saúde (CSS). E nesse aspecto, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) – cujo presidente, Armando Monteiro Neto, é também parlamentar – se manifesta por meio da Agenda Legislativa da Indústria, um documento eficiente sobre o pensamento da classe empresarial que em 2008 chegou à 12ª edição.
No âmbito do Distrito Federal, a Federação das Indústrias do DF (Fibra) vem também se dedicando à aproximação com a Câmara Legislativa (CLDF) e com deputados federais e senadores que integram a bancada no Congresso Nacional. Essa proximidade é fruto de uma ação legítima que prima pela clareza dos propósitos junto àqueles que defendem os interesses da sociedade quando da elaboração das leis.
Foi assim que a federação produziu a 6ª edição da Agenda Legislativa da Indústria do DF, lançada numa cerimônia bastante concorrida. O documento contém o pensamento explícito da indústria local sobre temas como a política industrial, meio ambiente, desenvolvimento científico e tecnológico, regulamentação adicional, responsabilidade social, assuntos tributários e fiscais, uso do solo, e trabalho e empregabilidade.
Ao mesmo tempo, procuramos mostrar aos nossos parlamentares o trabalho desenvolvido pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) – braço da responsabilidade social – e do Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria (Senai) – formador e qualificador de mão-de-obra – com o foco na importância que as duas instituições têm para a história do País. Abrimos as nossas portas aos senhores deputados e senhores senadores nas duas edições do programa Ação Global, uma parceria com a Rede Globo Brasília, quando tiveram a oportunidade de conhecer in loco as atividades desenvolvidas.
Apenas no primeiro semestre de 2008 foram quatro programas sociais que resultaram em mais de 300 mil atendimentos. Marcamos presença nas comemorações dos 48 anos de Brasília, na 38ª Corrida do Trabalhador e Festa do Trabalhador, e no Itapoã e em Taguatinga por meio da Ação Global. Em todos esses eventos, os representantes da sociedade no Poder Legislativo federal e local receberam informações sobre a forma de atuar do Sistema Indústria. Isso resultou no fortalecimento, ainda mais, da parceria entre a indústria e o Parlamento.
Somos sabedores de que temos alguns novos e antigos desafios pela frente. Por isso, construímos os alicerces de uma base sólida para que possamos seguir pelo caminho que nos levará ao desenvolvimento econômico e social. E essa chama que mantém viva as nossas esperanças ganha um ingrediente importante: o consumo de energia das indústrias cresceu no ano passado cerca de 7%. Pela primeira vez nos últimos dez anos, a locomotiva do setor produtivo ultrapassou o consumo de eletricidade residencial. Ou seja, o quadrilátero do DF está se destacando como a capital que produz riquezas e não apenas leis e serviços públicos.
Antônio Rocha, presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra)
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