Ainda nesta análise do setor industrial da capital brasileira, percebemos a evolução dos indicadores que permitirão mostrar à sociedade que o DF é também uma cidade do empreendedorismo. Aos poucos, os cidadãos de outros rincões começam a perceber outro perfil de Brasília, erguida neste planalto central, a partir do sonho de Juscelino Kubitscheck, para ser a capital política e administrativa do Brasil.
A cidade que se aproxima dos 50 anos de existência – tão jovem e tão moderna – tem uma relação bem próxima com um dos setores que ajudou a se erguer. O setor da construção civil é de tamanha relevância para a economia brasiliense. Um dos muitos exemplos é Águas Claras, um dos maiores canteiros de obras da América Latina. Lá, o ritmo da construção segue a passos mais acelerados. E esse fenômeno se constata em outras regiões do DF.
Devemos também incluir nesta expansão do segmento imobiliário o Setor Noroeste, a mais recente promessa de expansão com edifícios modernos, assim como os construídos no Sudoeste. As edificações do século 21 têm uma visão bem mais arrojada e empreendedora, com o aproveitamento dos espaços internos e externos dos prédios. Nos últimos dias, o GDF lançou o edital de licitação do Setor Mangueiral, o novo bairro da capital que terá oito mil casas e apartamentos a preços mais populares.
Os Indicadores de Desempenho da Indústria do DF mostram que em agosto de 2008, a construção civil obteve uma expansão de 8,80% no faturamento frente ao mês anterior. No acumulado entre janeiro e agosto se registrou a marca de 39,61%. O segmento também registrou expansão na contratação de mão de obra da ordem de 7,89%, e operava com índice médio de 76,69% da Utilização da Capacidade Instalada (UCI).
Outro dado bastante alentador diz respeito à participação do setor industrial no PIB do DF. Ou seja, do total de riquezas produzidas na capital brasileira, o segmento atingiu a marca de 10,2%. Em 2006, quando divulgamos o Plano Estratégico de Desenvolvimento Industrial (PDI-DF), a meta era sairmos de uma participação do PIB da ordem de 7,7% até atingirmos 14,1% no ano de 2015. O resultado alcançado em 2008 mostra o avanço obtido. Dentro deste contexto, a construção civil tem participação de 3,5%, uma fatia bastante significativa.
E reafirmo que outro fator que tem permitido a expansão do segmento é a parceria que foi estabelecida com o governo local. A partir da posse do governador José Roberto Arruda e do vice Paulo Octávio, buscou-se imprimir uma nova filosofia na administração pública. Ou seja, o Estado passou pelo processo de enxugamento da máquina que resultou numa economia financeira. Estes recursos puderam ser destinados para obras de infra-estrutura que eram anseios da sociedade.
A partir de uma visão do futuro é possível projetar um desempenho ainda mais pungente e mais dinâmico da nossa economia atrelado ao setor de mais se expande. Ao mesmo tempo, entendemos que há uma enorme relação em toda a cadeia produtiva. Ou seja, o crescer da construção civil permite a geração de mais emprego e renda para as famílias. Como conseqüência natural este desenvolvimento atinge toda a cadeia produtiva. Trata-se de um cenário no qual todos ganham e permite o avanço do País.
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