Durante o ano de 2007, a indústria deu início a uma verdadeira revolução rumo ao desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal. As bases desta edificação começaram a ser preparadas nos primeiros dias, quando assumiram os novos governantes. Com o propósito de se estabelecer parcerias com os governos federal e local, e com o Poder Legislativo, se preparou um sólido caminho que conduziu o setor produtivo brasiliense a um futuro mais promissor.
As primeiras medidas adotadas pelo GDF, como a redução do quadro de pessoal e o corte de despesas, permitiram formar caixa e os recursos advindos destas medidas serviram para o equilíbrio financeiro. As dívidas da administração pública foram repactuadas, obras que se encontravam paradas puderam ser retomadas ao longo dos meses e, deste modo, foi possível ao setor privado gerar mais emprego e renda para a população.
Um dos marcos ocorreu no dia 1º de maio, quando no Centro de Convenções Ulysses Guimarães foi lançado o programa DF Industrial. Como um desmembramento do Plano Estratégico de Desenvolvimento Industrial (PDI-DF), o novo programa contemplou diretrizes firmadas em dois pilares básicos: atrair novas indústrias para a capital federal e assegurar às empresas aqui instaladas um ambiente favorável para que possam permanecer em Brasília se expandindo.
Na mesma data em que se comemorava o Dia do Trabalho, o GDF e os parceiros privados formalizaram as assinaturas de milhares de carteiras de trabalho, um claro sinal de que essa aliança público-privada dispunha de todos os mecanismos para inverter o cenário de desemprego na capital brasileira. As taxas de desemprego ainda estão acima daquilo que se esperava, mas quando se busca a soma de esforços, com certeza os índices vão ser diminuídos nos próximos anos.
As ações produzidas no decorrer deste ano permitiram também colocar nos trilhos o Parque Tecnológico Capital Digital. Agora em dezembro, o governador José Roberto Arruda assinou decreto que cria o Grupo de Gestão que irá tocar o projeto. Sob a coordenação da Fibra, a equipe composta por representantes do governo local, da iniciativa privada e do setor acadêmico concluirá até o final de fevereiro de 2008 o plano de trabalho do Capital Digital que, aliás, surgiu dentro da própria federação.
Somente o Parque Tecnológico deve abrigar mais de duas mil empresas de TIC, com investimentos que devem ultrapassar os R$ 4 bilhões e assegurará a geração de cerca de 30 mil novos postos de trabalho diretos. Com isso, estamos contribuindo de forma significativa para a redução do déficit de emprego e ampliando ainda mais a participação privada no Produto Interno Bruto (PIB) local.
A escolha do Brasil para sede da Copa do Mundo de 2014 é considerada de muita relevância para a capital de todos os brasileiros. Candidata a cidade-sede da competição, com chances de promover o jogo de abertura da competição, Brasília possui todas as condições para proporcionar um belo espetáculo que será visto por milhões de pessoas. É a melhor vitrine para mostrarmos o DF ao mundo e, como conseqüência, incrementarmos o turismo como forma de mais trabalho e renda para as famílias brasilienses.
Para se chegar ao modelo ideal, em condições de oferecer toda a infra-estrutura para os torcedores, serão necessárias diversas obras. Mais uma vez, a parceria público-privada vai ser colocada em prática. O Estádio Mané Garrincha será remodelado. Uma linha do metrô sob trilho ligará o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek ao complexo esportivo, passando pela W3-Sul e pelos setores hoteleiros. São os novos ventos que impulsionam a locomotiva do desenvolvimento.
No âmbito do governo federal, foi possível mostrar as nossas empresas para o mercado externo. Em pelo menos duas ocasiões – na Índia e no Panamá – os empresários brasilienses tiveram, na companhia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, oportunidade de conhecer novos mercados. No Panamá, os nossos empresários receberam informações dos projetos que estão em curso naquele país, bem como souberam detalhes dos investimentos em infra-estrutura que serão necessários para o povo panamenho. A Índia é também um grande pólo para os investidores.
Do mesmo modo que as indústrias brasileiras se interessaram por estes mercados, a receptividade das empresas estrangeiras foi uma constante ao longo de 2007. Os entendimentos mantidos nos últimos meses permitirão o surgimento de novas indústrias, sedimentando a vocação de Brasília para empresas dos segmentos de fármacos, semicondutores e tecnologia da informação.
As exportações do DF podem servir de parâmetro para a importância da produção local. Embora centrada no frango, miudezas e derivados, a pauta de venda para o mercado externo começa a se diversificar. A previsão é de encerarmos 2007 com US$ 75 milhões em vendas, um recorde de toda a série histórica da balança comercial do DF.
Na mesma direção, os indicadores econômicos da indústria local mostraram sinais de franca recuperação. O cenário de otimismo verificado no início do ano manteve-se estável no decorrer dos meses e se percebe um movimento de equilíbrio. Com isso, todos ganham.
Em 2007, a Fibra e os 11 sindicatos filiados estreitaram as parcerias. Isso foi de fundamental importância, pois a união do setor industrial dá mais força no sentido de assegurar o atendimento das reivindicações. E a CNI também teve participação importante nesta relação da classe empresarial.
O programa “Educação para a Nova Indústria” lançado nacionalmente pelo presidente da CNI, Armando Monteiro, é o mais importante movimento na direção de que buscamos investir na formação e na qualificação dos cidadãos. Para se ter uma idéia da dimensão, a meta é 16,1 milhões de novas matrículas no Sesi e no Senai até o ano de 2010. Serão investidos cerca de R$ 10,5 bilhões.
Nas próximas semanas, será conhecido o plano educacional proposto para o DF. Cerca de 104 mil novas matrículas devem ser feitas até 2010. Isso vai demandar investimentos na infra-estrutura das unidades, como salas de aula, bibliotecas e equipamentos de modo a dar condições aos educadores e alunos.
Isso reforça a visão de futuro que a indústria brasiliense tem sob todos os aspectos. Ocorre também no momento em que a Fibra completa 35 anos com a clareza em seus objetivos e na certeza de que estamos pavimentando a “rodovia” que conduzirá a meses mais promissores. Deste modo, fica a certeza de que estamos no rumo do desenvolvimento.
Antonio Rocha, presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra)
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