A capital digital do País

A proposta de implantação do Parque Tecnológico Capital Digital (PTCD), elaborada pelo Grupo de Gestão designado pelo governador do DF, José Roberto Arruda, sob a liderança da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) começa a ganhar forma e a tornar-se realidade para toda a sociedade brasiliense. A idéia de criar um parque tecnológico como referência internacional, capaz de atrair grandes conglomerados mundiais e investimentos vultosos está cada vez mais próxima da realidade e confirma que quando os setores público e privado se unem num mesmo objetivo comum todos ganham.

 

O Capital Digital vem reforçar esse sentimento da Parceria Público-Privada (PPP). Com a participação dos representantes da indústria, do governo local e da academia, elaborou-se um documento que contempla cinco objetivos, 10 metas e 50 ações que nortearão a implantação do parque tecnológico. A apresentação deste plano de trabalho, ocorrida aqui na federação, ao governador Arruda e ao vice-governador Paulo Octávio, foi o ponto de partida para os próximos desdobramentos que advirão no decorrer dos próximos meses.

 

Para se chegar a este conjunto de diretrizes, o Grupo de Gestão se debruçou em análises de documentos e em visitas a países que desenvolveram parques tecnológicos. Em dois meses, a equipe liderada pela Fibra concluiu as bases deste planejamento e dentro de mais alguns dias será criada a entidade gestora encarregada de levar adiante este importante projeto.

 

Nesta mesma linha de atuação, integrantes do grupo buscaram a liberação da licença ambiental junto ao Ibama-DF. Tratou-se da condição basilar para que as obras de infra-estrutura do parque tecnológico começassem a serem feitas. A sinalização do superintendente do instituto, Francisco Palhares, foi um marco para o projeto do Capital Digital. Com isso, buscou-se equacionar alguns gargalos que impediam a seqüência do empreendimento.

 

Deste modo, o Banco do Brasil e a Caixa podem iniciar a construção do Datacenter, cujas obras já foram licitadas e devem receber investimentos de R$ 300 milhões. Do orçamento do GDF para o ano de 2008, outros R$ 30 milhões vão ser destinados para dotar o espaço em condições de começar a receber as empresas do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC).

 

O parque permitirá que Brasília dê um grande salto rumo ao desenvolvimento econômico de modo sustentável. Os objetivos apresentados pelo Grupo de Gestão visam tornar a indústria de TIC do DF como uma das mais evoluídas e competitivas do mundo; promover e desenvolver a economia do DF e Entorno por meio da TIC; atrair investimentos para o PTCD; transformar o parque em agente indutor de políticas de TIC e de inovação para o país; e, estimular a integração entre o setor produtivo, o governo e a academia.

 

As metas colocadas no mesmo documento chamam a atenção de todos, pois serão para impulsionar o mercado local. Dentre elas destacam-se o aumento da oferta de emprego, as alianças estratégicas com parques tecnológicos internacionais, o avanço das exportações – inclusive com a mudança do perfil do carro-chefe das vendas internacionais -, a qualificação e atração profissional e a captação de recursos para investimentos no âmbito do Capital Digital.

 

Aos olhos dos nossos governantes e também de toda a sociedade, a criação de novos postos de trabalho talvez seja o feito mais importante, pois o setor irá gerar renda para as famílias e isso de certo modo terá reflexo em outros segmentos da economia do DF. Com melhores salários, por exemplo, assegura-se ao cidadão condições de consumo e tal fato norteará toda a cadeia produtiva. E somente o Capital Digital terá 20 mil empregos diretos e 60 mil indiretos.

 

O cronograma voltado à qualificação dos trabalhadores e atração de profissionais contempla 15 mil pessoas, contingente esse a ser formado nos mais diversos cursos, inclusive com a necessidade de tornar a língua inglesa fluente entre os empregados que atuarão nas indústrias instaladas do parque tecnológico.

 

Pelo menos 10 empresas-âncora devem estar instaladas no espaço do PTCD até o ano de 2010. Além disso, o projeto visa atrair cinco laboratórios de Pesquisa & Desenvolvimento de classe internacional e incubar 100 empresas inovadores de TIC. Ao atingir todas estas metas, o setor de tecnologia dobrará o faturamento, passando dos atuais R$ 2,5 bilhões para R$ 5 bilhões.

 

O plano de trabalho pode ser considerado bastante audacioso, mas não impossível de ser implementado. Prova disso são os avanços que vêm sendo apresentados no decorrer dos últimos anos. Então, de uma simples idéia de visionários aqui do DF, o projeto se apresenta ao país e ao mundo. E ninguém vai querer perder esse bonde da história que passa à nossa frente. Vamos embarcar com a certeza de que seremos transportados para um futuro mais promissor. 

 

Antônio Rocha da Silva, empresário e Presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra) 


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