A economia do Distrito Federal vive um momento bastante promissor. E, dentro desse contexto, a Fibra vem desenvolvendo um trabalho no sentido de inserir as indústrias locais nos mercados internacionais. Isso se dá diante do cenário desenvolvimentista que vislumbramos com interesses dos empresários na procura por novos horizontes.
Nas últimas décadas, o País buscou uma política comercial tendo como eixo os Estados Unidos e a União Européia. Durante certo período, se enxergavam em maior escalas os parceiros norte-americanos e europeus. Sem deixar de lado esse foco, estamos buscando, com a ajuda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desbravar outros mercados. Isso tem sido crucial.
Em dois momentos específicos, empresários do DF sob liderança da nossa federação participaram de missões na Colômbia e na Argentina. As indústrias locais, que têm na Venezuela o mais importante mercado consumidor, iniciam processo de interação com os dois países visitados.
O resultado das exportações nos primeiros sete meses de 2008 foi recorde histórico. Enviamos para o mercado externo US$ 94,39 milhões. Com isso, as vendas superaram em 15,8% o volume de exportações em 2007 (US$ 81,528 milhões). Desse modo, é possível concluir que a previsão de exportar US$ 100 milhões neste ano será alcançada com folga.
Ainda nas duas viagens internacionais, quando conversamos com o presidente Lula, tivemos a oportunidade de saber do interesse de grupos internacionais na capital federal e da futura realização de missões ao exterior em respeito aos potenciais de cada unidade da Federação.
No primeiro caso, percebemos a demanda de indústrias do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Trata-se de um caminho importante no instante em que montamos o Parque Tecnológico Capital Digital (PTCD). E o GDF tem dado suporte para os avanços necessários. O presidente Lula e o governador José Roberto Arruda conversaram sobre os planos de uma indústria japonesa de se instalar no DF.
Ao mesmo tempo em que nos preparamos para receber essas indústrias, o Senai Brasília – no SIG – passa por reformulação estrutural. Será um centro de referência para a formação profissional na área de TI. Uma das metas apresentadas pelo grupo de trabalho do PTCD diz que devemos qualificar e/ou atrair 15 mil profissionais.
Com isso, o Senai Brasília qualificará mão-de-obra para um dos segmentos industriais mais importantes do DF. Com o certificado nas mãos, o profissional terá entre 70% e 80% de chances de entrar nesse mercado. Os salários são entre 30% e 40% superiores à média do mercado local. E a vantagem é que os documentos serão emitidos pelas marcas/fábricas, o que assegura ao cidadão a qualidade do curso concluído.
Essa interação tem sido muito importante. O Sistema Indústria do DF caminha também na formação do cidadão para as práticas culturais e esportivas. E um dos momentos marcantes foi nos Jogos Olímpicos ocorridos em agosto, em Pequim (China). A medalha de bronze conquistada pela judoca Ketleyn Lima Quadros é motivo de orgulho. Ketleyn iniciou-se nos tatames do Sesi de Ceilândia e, com perseverança, tornou-se a primeira brasileira a conquistar uma medalha olímpica individual em toda a história.
Esse fato serve para ilustrar o trabalho que o Sesi faz junto às comunidades onde atua, quer seja abrigando os familiares dos funcionários da indústria, quer seja atendendo moradores das comunidades mais próximas, como é o caso específico da judoca. A nossa expectativa é de continuarmos neste caminho para que alcancemos o desenvolvimento econômico e social do DF.
Antônio Rocha, presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra)
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