Um futuro digital

Nestas primeiras semanas de 2008, a mídia brasiliense vem dando destaque a um projeto que julgamos dos mais importantes para o desenvolvimento econômico do Distrito Federal. Entregue ao governador José Roberto Arruda, aqui na Fibra, o plano de trabalho elaborado pelo Grupo de Gestão contempla objetivos, metas e ações que, se para uns pode ser considerada bastante ousada, para outros é bem factível.

Trata-se de arregaçar as mangas da camisa e colocar o projeto do Parque Tecnológico Capital Digital em prática. Mesmo que se torne repetitivo, vale ressaltar aqui os números que soltam aos olhos de qualquer cidadão da capital brasileira. A geração de 80 mil novos postos de trabalho, sendo 20 mil empregos diretos e outros 60 mil indiretos, será um marco, capaz de reduzir, e muito, a taxa de desemprego em nossa cidade.

A qualificação e atração de 15 mil profissionais, sendo 500 doutores, 3,5 mil mestres, e 11 mil especialistas e técnicos consiste em outro propósito do documento. Além disso, pretende-se tornar o inglês idioma fluente entre os trabalhadores do Capital Digital, um outro grande avanço que permitirá uma conexão com os mais diversos pontos do planeta.

A captação de recursos para o empreendimento está estimada em R$ 1 bilhão, montante a ser investido no âmbito do Capital Digital até 2014. Devemos atrair para o parque tecnológico dez empresas-âncora, cinco laboratórios de Pesquisa & Desenvolvimento e incubar cem empresas inovadoras de TIC. Temos por meta também estabelecer alianças estratégicas com, no mínimo, um parque tecnológico da cada continente.

O plano contém cinco objetivos como, por exemplo, tornar a indústria de TIC do DF uma das mais evoluídas e competitivas do mundo; promover e desenvolver a economia do DF e Entorno por meio da TIC; transformar o parque tecnológico em agente indutor de políticas de TIC e de inovação para o país; e, estimular a integração entre o setor produtivo, academia e governo.

Então, a próxima etapa, que desde já tem mobilizado a nossa equipe, é estabelecer o modelo da entidade gestora do parque. A proposta deve ser entregue ao GDF no dia 2 de abril e, por determinação do governador Arruda, o ato faz parte do calendário de eventos que marcará as comemorações dos 48 anos de Brasília.  Vencida esta etapa, outros desdobramentos acontecerão para impulsionar o Capital Digital.

Neste ano teremos uma agenda voltada também para outras atividades importantes. Uma delas acontece agora no início de março com o lançamento regional do programa Educação para a Nova Indústria. Lançado pela CNI, em âmbito nacional, no segundo semestre de 2007, o projeto do DF possui metas importantes de matrículas para o Sesi e o Senai. 

As unidades do Sesi e do Senai passaram por readequação emergencial e ainda sofrerão mudanças mais significativas em obras de infra-estrutura. Não mediremos esforços para adequar das salas de aula, as oficinas, os laboratórios e as bibliotecas. Tudo para que possamos transformar os dois braços da indústria em referência nacional dentro das devidas atribuições.

Dentro da agenda social, estamos prevendo três edições do programa Ação Global, uma parceria de sucesso que mobiliza centenas de voluntários no sentido de assegurar à população mais carente o acesso aos serviços médicos e odontológicos, emissão de documentos, além de esporte e lazer. Participaremos também das comemorações do aniversário de Brasília, da 38ª Corrida do Trabalhador e Festa do Trabalhador, do Esporte Cidadania, da Festa da Criança, sem falar do PSQT.

Para o desenvolvimento industrial, estamos prevendo uma exposição na Esplanada dos Ministérios, uma mostra daquilo que é produzido na capital do país. O objetivo é conseguir visibilidade e apresentar para o Brasil que somos muito mais do que a sede administrativa e política. Temos, sim, um setor produtivo com capacidade de se expandir cada vez mais.

Em 2008 daremos continuidade ao programa DF Industrial, lançado em maio do ano passado, como desdobramento do Plano Estratégico de Desenvolvimento Industrial (PDI-DF), firmado em dois pilares: atrair novas indústrias e dar condições para que permaneçam aqui as empresas já instaladas. E no campo da competitividade, o Centro Internacional de Negócios (CIN) terá importante missão no sentido de incentivar as exportações.

Diante de uma extensa lista de atividades, devemos fechar o ano com atividades que integram a missão do Sistema Fibra. É esse conjunto de ações que norteará os nossos rumos nos próximos meses ao mesmo tempo em que buscamos planejar o nosso futuro. 

Antonio Rocha, presidente da Federação das Indústrias do DF (Fibra)


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